A sétima casa
Todo gênio que se preze, mora numa garrafa!
segunda-feira, 21 de maio de 2012
De mim para eu mesmo...
Porque você esta parado ? Porque não esta caminhando ? Entendo, as coisas não vão indo bem, estão indo mal. Bom, eu aprendi que não é porque as coisas vão mal, que eu tenho que ir com elas. Quem faz meu futuro sou eu, através dos meus movimentos em meu presente. O tempo não para, nem pra mim, nem pra você e nem pra qualquer ser humano vivo, e vai aqui uma receita, se continuar ai parado sentindo pena de si mesmo, colocando desculpas do tipo: ahh se a economia do pais estivesse melhor eu também estaria, se os políticos não roubassem tanto eu estaria melhor, ahhh se isso ou aquilo, desculpa esfarrapada de preguiçoso, de gente que não sabe o que quer, se bem que esse nem é o problema já que eu conheço pessoas já de quarenta anos de idade que ainda nem sabem o que querem ser, porém são bem sucedidas naquilo que fazem, e você ? porque não se move ? Qual é sua desculpa ? Quando é que você vai parar e perceber que esta prejudicando a si mesmo com isso ? Você esta prejudicando seu futuro. Levante-se e lute, só os covardes se escondem atrás de desculpas, tudo que qualquer pessoa tem voc~e pode ter, e possivelmente ainda melhor. Por isso não desanime, siga em frente, vá atrás dos seus sonhos, crie metas, objetivos. E quando a coisa estiver complicada, elabore um plano inteligente para contornar a situação, mas não fique parado, não desista, você vai vencer. Se cair, levante-se, depois de um tombo a força que exercemos pra nos levantar também nos impulsiona, use isso a seu favor. Eu tenho certeza de que quando você vencer e vai vencer, vai olhar pra trás e perceber como valeu a pena tudo que você passou, viveu, e uma lágrima talvez caia de seus olhos, isso é o orgulho do dever cumprido, do esforço reconhecido. Vá sempre além e nunca esqueça que não existem fronteiras para os Determinados. O melhor lugar para se tomar impulso, é no fundo do poço. Acredite.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Amaramente
Eram dois irmãos: João e José.Certo dia de 17 de outubro de 1961 nasce o primeiro, o segundo veio em meados do outono de 63.Saíram-se muito bem nos respectivos partos; João não aperriou muito, fez-se de zangado no começo mas logo depois foi abrindo o berreiro e acalantando a todos, ria-se como numa mesa de bar rodeado de amigos, no entanto estava numa sala fúnebre, sem muito ar ou felicidade.O de José, apesar de não muito distante da realidade, foi consideravelmente melhor; mas do ponto de vista concreto, pois Zezinho não gostava muito amizades alcoólicas, alucinantes ou inebriantes; na verdade ele só tinha a João.... que tinha a todos... que tinham João, que talvez tivesse José, mas ainda não se sabe...ainda é 22 de maio de 63. E apesar de ter um nascido meio grande e desengonçado, Zé nasce com um sorriso de amarelo-mel na face e um cabelo dividido na meiota, como se estivesse apressado pra ir ao colégio, mas ele tinha acabado de nascer e o que quer de felicidade que ele quisesse passar não conseguia, ele sempre foi assim.
João sempre foi da gandaia, beber era seu grande ofício, namorar sua maior profissão e, de vez em quando, por hobby, resolvia advogar pra patrocinar a pinga.Aos 18 anos conheceu uma menina, por quem se apaixonou e resolveu que queria casar; isso foi bem mais pra frente.Rejeitado em primeira estância sofreu muito, teve ao seu lado o irmão bastardo de amor incondicional, um ombro amigo, não não; um ombro irmão; porque são ombros diferentes, o ombro irmão sustenta o braço direito do destro, o esquerdo do canhoto, é aquele que articula o fazer do tendão sentimental principal; o ombro amigo não é como o ombro oposto, mas é como uma tipoia, dá sustento as articulações fraquejadas e fraturadas.
José sempre foi dos estudos, nunca tirou uma nota abaixo da média no colégio sequer.Aos 14 anos resolveu que queria ser padre, entrou no seminário, saiu do seminário; não aguentou o claustro de uma vida ainda mais sofrida, e já tão maduro, aos 24 anos, traiu o irmão.Consolou o pobre do bêbado da cidade de Niterói, não? Não, esse bêbado era um bastardo, José não o tinha como da família; segundo ele resolveu ajudar este pobre que se encontrava jogado pelas ruas, e que demitido e deserdado, não tinha mais esperanças na vida e no amor, estava tudo oco por ali...foi como disse Rafaela...tudo oco por ali... ainda disse: "Seu coração tá vazio, ta tudo oco por ai, vá à cachaçaria e mande seu Derpino encher isso de álcool pra ver se melhora..."
Irmão mais novo, cheio de gás, após 8 anos de relacionamento cunhada-cunhado, Zé se mostrava homem maduro, era médico...não por acaso possuia tanto dinheiro nessa idade...Na verdade, segundo ele, foi uma troca bem justa feita com o bêbado de Niterói, 20 anos de negligencia por uma mulher que ele julgou ser a sua amada, de um amor escondido; e que o irmão amou durante anos, mas hoje ele voltara a ser o velho John, das grandes bebedeiras, só queria sexo.Certo dia, após sair para mais um dia de trabalho, com o bêbado acolhido em casa, Zé resolve voltar mais cedo, e encontra Rafaela interesseiramente com João na cama. Caso de família que resultou em dois assassinatos e um suicídio.Não resultou em nenhum descendente, esse amor...a vantagem é que ficou tudo em família, como D. Maria, a mãe, costumava dizer.
MORAL DA HISTÓRIA: O amor não é para amadores.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Evocação do Recife
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
- Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
mexericos namoros risadas
A gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai!
Não sai!
A distância as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão
(Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão...)
De repente
nos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.
Rua da União...
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe
- Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado o coração batendo
Ela se riu
Foi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras
Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos
Capiberibe
- Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois
- Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado
e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê
na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras
mexericos namoros risadas
A gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai!
Não sai!
A distância as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão
(Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão...)
De repente
nos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.
Rua da União...
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe
- Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado o coração batendo
Ela se riu
Foi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras
Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos
Capiberibe
- Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.
domingo, 31 de julho de 2011
A palavra!
A palavra tem a força de um leão e a leveza de uma pluma. Na verdade ela é a forma representativa da unidade do sentimento, algo que se expressa dizendo ou não! A manipulação é a arte de saber usar as palavras a seu favor, ela escrita representa muito mais poder de dominação do que propriamente dita, afinal o corpo também fala, e desse modo enganar não se torna tão fácil.
Porém, acima disso tudo, penso que há uma unanimidade no que diz respeito à conversa falada entre pessoas do sexo oposto. Durante a conversa entre um homem e uma mulher, se cria, naturalmente, uma tensão sexual claramente perceptível; óbvio que isso é muito raro entre amigos que se gostam como amigos, e não é uma tensão no sentido libidinoso da expressão, mas um interesse mútuo que desperta, muitas vezes, o melhor das pessoas. Nesse tipo de conversa, há uma conexão interessante, provavelmente algo causado por hormônios de ambos e cientificamente explicável. Acho que do lado filosófico da coisa representa algo como uma autossatisfação... Não é algo ruim, muito pelo contrário, mas pode ser perigoso, eu não sei...
O que realmente sei é que, nesse caso, a palavra manipulada tem o poder de enganar, tripudiar e iludir... Diante dessa tensão muitas das pessoas tornam-se frágeis, o que mostra a situação favorável demais ao tripudiador! Mexer com os sentimentos das pessoas é delicado em todos os sentidos, pode-se fazer de uma pluma um rugido em questão de segundos, causando pavor e retração em alguma forma de trauma...
Gostaria que as pessoas manipulassem palavras apenas para o bem do amor, mas sei que isso não é lá tão possível; esses traumas, mais tarde, tornar-se-ão raiva e maldade, fazendo do mundo só e sem amor.
Porém, acima disso tudo, penso que há uma unanimidade no que diz respeito à conversa falada entre pessoas do sexo oposto. Durante a conversa entre um homem e uma mulher, se cria, naturalmente, uma tensão sexual claramente perceptível; óbvio que isso é muito raro entre amigos que se gostam como amigos, e não é uma tensão no sentido libidinoso da expressão, mas um interesse mútuo que desperta, muitas vezes, o melhor das pessoas. Nesse tipo de conversa, há uma conexão interessante, provavelmente algo causado por hormônios de ambos e cientificamente explicável. Acho que do lado filosófico da coisa representa algo como uma autossatisfação... Não é algo ruim, muito pelo contrário, mas pode ser perigoso, eu não sei...
O que realmente sei é que, nesse caso, a palavra manipulada tem o poder de enganar, tripudiar e iludir... Diante dessa tensão muitas das pessoas tornam-se frágeis, o que mostra a situação favorável demais ao tripudiador! Mexer com os sentimentos das pessoas é delicado em todos os sentidos, pode-se fazer de uma pluma um rugido em questão de segundos, causando pavor e retração em alguma forma de trauma...
Gostaria que as pessoas manipulassem palavras apenas para o bem do amor, mas sei que isso não é lá tão possível; esses traumas, mais tarde, tornar-se-ão raiva e maldade, fazendo do mundo só e sem amor.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Já baú; um mural que dói!
Já fiz graça só pro meu irmão parar de chorar, já me queimei
brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já
conversei com o espelho,
e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico,
caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra
fora. Já passei trote por
telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já
confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo
desconhecido. Já raspei o
fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado,
já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas
descobri que
essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra
tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada
de bunda. Já fiz juras
eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do
banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri
pra não deixar alguém chorando,
já fiquei sozinho no meio de mil pessoas Sentindo falta de uma só. Já vi
pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de
voltar, já bebi uísque
até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim
não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já
quase morri de
amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei
no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr
descalço na rua, já
gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e
achei que era para sempre, mas sempre era um ‘para sempre’ pela metade. Já
deitei na grama
de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas
descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
No mural das recordações, tudo isso é o que mais dói, momentos passados,
guardados com emoção, tudo no baú, naquele baú.... do meu coração. (Átila Pomilio)
brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já
conversei com o espelho,
e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico,
caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra
fora. Já passei trote por
telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já
confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo
desconhecido. Já raspei o
fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado,
já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas
descobri que
essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra
tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada
de bunda. Já fiz juras
eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do
banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri
pra não deixar alguém chorando,
já fiquei sozinho no meio de mil pessoas Sentindo falta de uma só. Já vi
pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de
voltar, já bebi uísque
até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim
não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já
quase morri de
amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei
no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr
descalço na rua, já
gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e
achei que era para sempre, mas sempre era um ‘para sempre’ pela metade. Já
deitei na grama
de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas
descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
No mural das recordações, tudo isso é o que mais dói, momentos passados,
guardados com emoção, tudo no baú, naquele baú.... do meu coração. (Átila Pomilio)
Bastidores de nós dois...
E quando eu estou com você nada mais importa, nada mais me sucede ou me antecede, tudo é coisa de momento.Quando eu mais te quero é quando menos te tenho; quando menos penso em você é que você me aparece e me faz perceber o quanto eu não posso parar de pensar no que somos.Sabe, eu não consigo me privar de você, quando eu resolvo fechar a cortina você vem e me aparece com um sorriso e um aplauso, me mostrando que amar não é só coisa de momento, é uma paixão que dura as noites mais longas de uma peça de teatro, nós! O que temos é muito mais do que o simples fechar daquela cortina; porque depois disso, vem os bastidores; e ai a gente se entende. (Átila Pomilio)
domingo, 19 de junho de 2011
O homem e o avião
Era uma vez um homem que foi a um psiquiatra por causa do seu enorme medo de voar. A fobia dele era baseada na crença de que haveria uma bomba a bordo de todos os aviões nos quais ele embarcava. O médico tentou acabar com essa fobia, mas não conseguiu, então mandou o paciente para um estatístico, que pegou sua calculadora e informou ao paciente que a chance de haver uma bomba no próximo voo que ele embarcasse era de uma em meio milhão. O homem ainda não tinha ficado satisfeito e ficou imaginando que ele estaria bem naquele um avião da estatística. Então o estatístico fez outros cálculos e perguntou ao homem se ele ficaria feliz se a chance fosse de uma para dez milhões. O homem disse que sim, com certeza. Então o estatístico disse: "A chance de haver duas bombas, separadas e sem relação uma com a outra, a bordo do próximo avião que você pegar é exatamente de uma em dez milhões." O homem pareceu confuso e disse: "Tá bom, tudo ótimo e perfeito, mas como isso me ajuda?" O estatístico respondeu: "É simples. Leve uma bomba com você quando for embarcar."
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